
Em minha adolescência,quando li as autobiografias de Chaplin e Einstein, era como se estivesse dialogando com esses extraordinários seres humanos. Costumava dizer que ler ( não só uma autobiografia, mas qualquer bom livro), era sentar-se numa mesa e dialogar com o autor da obra. Continuo acreditando nisso, embora não sobre tanto tempo como em minha adolescência ( contra minha vontade). Necessidades cada vez maiores de trabalho e estudos me tiram esse prazer, que me causa abstinência, mas volta e meia pego outro livro e dialogo com meus mestres.
Definitivamente não acredito em um país onde políticos não lêem, seja ele qual for. Não acredito que alguém possa melhorar a vida de uma nação sem um embasamento humano e científico sólidos. Não é preconceito de minha parte, apenas acho que isso é o mínimo que se pode exigir de um político que se dispõe a legislar ou governar uma cidade, estado ou país. Ou, para dizer a linda frase de um grande mestre que muito admiro: Um país se faz com homens e livros. Viva Monteiro Lobato !